Cerimônia do embaixador do Irã na Irlanda é temporariamente suspensa

Cerimônia do embaixador do Irã na Irlanda é temporariamente suspensa

Metrovoz
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Esta imagem mostra o Áras an Uachtaráin, a residência oficial do Presidente da Irlanda, localizada em Dublin. A bandeira irlandesa está hasteada no topo do edifício, simbolizando a autoridade presidencial. O local é frequentemente utilizado para cerimônias oficiais, como o credenciamento de embaixadores e outros eventos diplomáticos.
Os novos embaixadores na Irlanda devem receber suas credenciais antes de assumirem suas funções oficiais no país

O novo embaixador do Irã na Irlanda, Eshagh Al Habib, teve sua cerimônia oficial de credenciamento adiada pelo Ministério das Relações Exteriores, em resposta à repressão aos recentes protestos no Irã. A cerimônia estava programada para ocorrer em Áras an Uachtaráin(residencia oficial da Presidenta da Irlanda,Catherine Connolly) , mas foi suspensa temporariamente, conforme informou uma emissora de TV local.

De acordo com o Ministério, a decisão não representa o cancelamento da posse, apenas um adiamento devido à situação atual no Irã, considerada sensível e preocupante. Antes de assumir suas funções, todos os embaixadores devem ser recebidos pela Presidenta da Irlanda, sendo formalmente credenciados na Sala de Recepção de Estado.

O departamento destacou que o adiamento reflete os acontecimentos recentes, incluindo o número significativo de mortos e feridos entre manifestantes iranianos e o bloqueio das comunicações no país.


Reações dos partidos políticos irlandeses


A decisão do governo foi recebida de forma positiva pelos partidos de oposição. O Partido Verde, o Partido Trabalhista e os Social-Democratas expressaram compreensão sobre o adiamento.

O líder do Partido Verde, Roderic O’Gorman, afirmou que a Irlanda deve utilizar todas as ferramentas diplomáticas disponíveis para evidenciar a situação no Irã, destacando ser “vital que o governo transmita suas preocupações sobre os acontecimentos”.

O deputado trabalhista e porta-voz para assuntos externos, Duncan Smith, considerou que o Ministério tomou a decisão correta, observando que “não seria apropriado” proceder com a nomeação neste momento.

O deputado Cian O’Callaghan, vice-líder do partido Social-Democratas, reforçou que a repressão aos manifestantes é preocupante e destacou a importância de a Irlanda e a União Europeia refletirem sobre a situação no país.

O deputado Matt Carthy, do partido político Sinn Féin, comentou que o adiamento é uma resposta adequada até que se conheça o desfecho completo dos protestos, acrescentando que seu partido tem “sérias preocupações com os abusos e assassinatos de manifestantes”.

Peadar Tóibín, líder do Partido politico Aontú, declarou apoio a qualquer ação do governo que vise “reduzir a legitimidade” do regime iraniano e defendeu uma transição de um país autocrático para um modelo democrático.

Reino Unido adota medidas contra o Irã


Enquanto isso, o Reino Unido convocou o embaixador iraniano em Londres e anunciou novas sanções contra o país, em resposta à repressão. A Ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, afirmou que os relatos sobre a violência podem subestimar a gravidade da situação.

Em conversa com o ministro iraniano Abbas Araghchi, Cooper expressou a “total repulsa do Reino Unido pelos assassinatos, pela violência e pela repressão” e anunciou a imposição de restrições adicionais nos setores de petróleo, energia, nuclear e financeiro do Irã.

A convocação do embaixador e as novas sanções visam pressionar o regime e destacar a gravidade dos recentes acontecimentos no país.

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